2
Jul
2019

Sofrimento eu não te aceito!

“De alguma forma, acho que aquela necessidade de atenção gerou em mim rebeldia. A partir dos 17 anos, comecei a beber, fumar e viver uma vida de festas. Eu me envolvia em brigas para defender minhas amigas e passei a ter contato com armas e drogas, pois comecei a sair com um criminoso. Quando eu tinha 18 anos, meu pai me expulsou de casa, pois ele não aceitava
aquele relacionamento.”

Logo, Jesica teve que escolher entre sua família ou seus amigos, e não pensou duas vezes.

“Eu escolhi meus amigos. Achei que tinha tomado a melhor decisão, até que entrei para uma gangue onde fui abusada fisicamente, além de testemunhar sequestros e batidas policiais. Em várias ocasiões, fui chamada para identificar cadáveres, bem como seus assassinos. Tudo isso me levou a uma tristeza profunda.

Para tentar preencher o vazio que sentia, entrei em relacionamentos, mas eles sempre eram negativos e abusivos. Eu me tornei antissocial e guardava mágoas de todos. Não conseguia mais ver uma razão pela qual viver, então comecei a usar ainda mais drogas.

Eu me sentia muito só, além disso, nunca conseguia me estabilizar em um emprego. Tudo isso me afetou profundamente, então eu bebia e fumava para amenizar meus sentimentos.”

Ela buscou ajuda na bruxaria, em psicólogos e até mesmos outras denominações religiosas, mas nada parecia adiantar.

“Então, um dia, ouvi algumas pessoas cantando. Quando olhei pela janela, vi um ônibus com a palavra ‘Lifted’ escrita. De início, achei que era alguma festa, mas então, percebi que era um evento da Sexta-Feira Santa que ia acontecer no Centro de Ajuda. Rapidamente, tirei uma foto do número da Linha de Ajuda e liguei, para saber onde era minha igreja mais próxima.

Fui ao evento e gostei muito. O que mais me surpreendeu foi que me ligaram de volta perguntando o que eu tinha achado do evento. Nunca me senti tão cuidada em nenhum outro lugar que eu tinha ido antes.

Decidi participar das reuniões semanais, especialmente às sextas-feiras, para que eu pudesse me livrar de toda a negatividade que me cercava. Aprendi a usar a minha fé e rejeitar os pensamentos negativos, então, pouco a pouco, passei a notar mudanças em mim. Eu não estava mais me sentindo desanimada. Recebi força suficiente para deixar para trás o estilo de vida que eu estava levando e também coragem para perdoar aqueles que me magoaram.” Jesica Campos

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