12
Feb
2019

Será que você desperdiçou sua herança?

Em uma parábola, Jesus falou sobre um jovem que decidiu pegar sua herança e sair pelo mundo para viver a própria vida. Com o tempo, ele gastou toda sua fortuna com coisas fúteis e acabou tendo que sobreviver da comida dos porcos. Quando finalmente venceu seu orgulho e vergonha, ele decidiu voltar ao conforto e prosperidade da casa de seu pai.

O jovem foi recebido alegremente pelo pai, que correu até ele e o tratou como um príncipe – inclusive organizou um banquete para comemorar seu retorno.

Porém, seu irmão mais velho não entendia o porquê de seu pai ter tratado o irmão mais novo daquela maneira após tudo o que ele tinha feito, então discutiu com o pai, argumentando que havia permanecido ao seu lado o tempo todo, mas não houve nenhum banquete em sua homenagem. O Pai explicou ao filho mais velho que tudo o que possuía também era dele, mas seu irmão, que havia sido considerado morto, estava vivo, e aquilo era motivo de comemoração:

“E ele lhe disse: filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” (Lucas 15:31-32)

Nesta parábola, vemos três personagens: o filho pródigo, o irmão mais velho e o pai. Através deles, podemos identificar certas características dos cristãos atuais. “Pródigo” significa esbanjador, e da mesma forma que o jovem esbanjou sua fortuna, há muitos que receberam os ensinamentos e as bênçãos de Deus, mas continuam determinados a viver a vida da maneira que bem entendem. Eles desperdiçaram a oportunidade que receberam de ter uma vida boa, pensando que tudo ficaria bem, mas logo perceberam que eram incapazes de viver sem o Pai. Embora eles devessem ter permanecido na casa do Pai, seu retorno é motivo de comemoração.

O irmão mais velho representa as pessoas que têm dificuldade em comemorar as bênçãos dos outros, pois acham que eles não merecem; pensam que são mais dignos de receber o reconhecimento de Deus pelas coisas que fizeram ou pelo tempo em que têm estado na fé. E não ajuda em nada o fato de, às vezes, membros mais novos – ou que tenham retornado há pouco tempo – serem honrados por Deus enquanto a vida deles continua igual. Isso é algo que sempre devemos nos lembrar: não servimos a Deus para receber Seu reconhecimento, nem elogios das outras pessoas, mas sim pois somos servos e Ele é nosso Mestre. Se nos esquecermos disso, corremos o risco de criar malícia e rancores, que por sua vez podem acabar fazendo com que deixemos completamente o Pai.

Dois desses exemplos não devem ser seguidos, mas o terceiro é digno de louvor. O pai é o único em quem devemos nos inspirar. Ele teve compaixão para com o filho que lhe deixou, e teve paciência com ambos. Não considerou o que eles fizeram ou estavam fazendo, mas os viu como vidas a ser salvas. Ele viu suas almas, e é assim que devemos ver os outros. Independentemente do que as pessoas te digam ou façam, veja-as como almas que precisam ser salvas. Tenha misericórdia, ore por elas e continue dando amor, pois conforme você faz isso, o Espírito Santo toca nestas pessoas e as transforma. Quando você passa a ver os outros desta maneira, se esquece das coisas materiais e foca na salvação de suas almas. E quando aquela alma está com o Pai, você comemora, sem se importar com quem ela seja ou como aquilo aconteceu.

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