2
Jul
2019

Se eu pudesse estalar os meus dedos e desaparecer…

“Eu caí em uma profunda tristeza… Comecei a fazer coisas radicais como me automutilar. Eu estava cansada da vida que estava vivendo…

Um estudo publicado pela Early Intervention Foundation afirma que crianças expostas à violência doméstica sofrem uma série de efeitos sociais, comportamentais, na saúde e no bem-estar. Ana Patricia Monteiro fazia parte dessa estatística. No entanto, ela encontrou uma maneira de mudar a conclusão de sua história.

“Eu tive uma infância difícil. Meu pai era alcoólatra e, consequentemente, ele se tornou violento em casa. Eu estava traumatizada e caí em profunda tristeza. Tentei encontrar satisfação em um relacionamento, mas logo ele se tornou abusivo, e isso me levou a usar drogas. Eu mentia para a minha família só para sair, porque me sentia infeliz em casa. Tudo aquilo só me fazia sentir pior.

Minha irmã e eu costumávamos discutir e brigar muito, jogando coisas uma na outra ao ponto de nos fazermos sangrar. Cheguei a um ponto em que simplesmente queria desaparecer. Comecei a fazer coisas radicais, como me automutilar – esses eram os meus piores momentos. Eu estava cansada da vida que estava vivendo.

Eu costumava ir ao Centro de Ajuda com a minha família no passado, e sabia que Deus era o Único que poderia me ajudar a sair daquela situação, então decidi voltar à igreja aos 17 anos de idade. Comecei a praticar tudo o que me estava sendo ensinado lá. Decidi tomar as medidas necessárias, como largar meu namorado e meu grupo de amigos que só me influenciavam negativamente. Durante aquele período, também me mudei para uma região diferente e recomecei do zero.

A jornada não foi fácil e me exigiu muita perseverança, mas hoje minha vida é completamente diferente. Eu estou livre da tristeza profunda, dos traumas do passado e dos hábitos negativos que costumava ter. Agora eu me valorizo. Eu fui transformada de dentro para fora e desde então, tenho estado em paz. Eu não preciso mais buscar a felicidade porque a encontrei em Deus.” Ana Patricia Monteiro

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