5
Feb
2020

O que fazer quando você chega ao limite?

“Minha casa parecia mais um campo de guerra do que um ‘lar, doce lar.’ As discussões eram constantes, e isso criava muitas emoções conflitantes dentro de mim. Eu estava sobrecarregada e estressada. Por dentro, me sentia sufocada, mas fora de casa, parecia estar sempre animada. Ninguém jamais imaginaria que meu sorriso era uma máscara para esconder meu sofrimento. Eu achava que ninguém se importaria se eu vivesse ou morresse, então nada mais fazia sentido para mim. Mas eu estava enganada…

Deus se importava comigo e queria mudar a minha vida! Quando ouvi essas palavras em um programa de TV do Centro de Ajuda, não acreditei. As pessoas estavam compartilhando histórias de transformação de vida que, para mim, pareciam boas demais para ser verdade. Apesar desse ceticismo, fiquei intrigada.

Demorou um pouco, mas fomos conhecer a igreja e, após um tempo, começamos a frequentar regularmente. Sempre saíamos de lá nos sentindo diferente; havia algo que nos
fazia bem.

No entanto, eu ainda achava muito difícil aceitar que uma mudança poderia acontecer. Minha mente estava cheia de inseguranças e dúvidas sobre Deus. Me perguntava por que Ele tinha feito coisas ruins acontecerem em minha vida.
Eu não conseguia me abrir para os conselheiros espirituais. Me sentia impotente e simplesmente não conseguia confiar em ninguém.

Foi nesse período que cheguei ao meu limite e cansei de simplesmente ir à igreja, ver a transformação da vida de outras pessoas e ouvir que Deus também poderia mudar minha vida, mas ainda me sentir da mesma maneira por dentro. Finalmente, decidi me abrir sobre tudo e, quando falei com um dos conselheiros, parecia que um grande peso havia sido tirado dos meus ombros. Eu não me senti julgada, e isso me surpreendeu.As reuniões de Limpeza Espiritual, às sextas-feiras, me ajudaram muito. Ao participar das reuniões, era como se minha mente e meu coração estivessem sendo lavados de cada pensamento e sentimento negativo que eu nutria dentro de mim. Essa é a melhor maneira de explicar.

As orações e ensinamentos eram exatamente o que eu precisava. Aprendi a lutar contra os maus pensamentos; colocar minhas emoções de lado e lidar com os fatos. Entendi que as emoções costumam ser imprevisíveis e são alimentadas pelas circunstâncias do momento. Quando tomamos decisões por impulso, com base em nossas emoções, a confusão é certa. Chegar a essa conclusão me fez entender que não é Deus que faz coisas ruins acontecerem conosco. Geralmente, são nossos próprios erros e más decisões que nos trazem problemas.

Isso também me fez entender o que significa ter uma ‘fé inteligente.’ Ouvi muito sobre isso durante as reuniões, mas no início, não entendia direito. Significa usar a fé com inteligência, em vez das emoções. A fé inteligente me fez entender que, ao guardar mágoas, eu estava apenas machucando a mim mesma, então decidi deixar para trás as memórias negativas que eu tinha do passado. Foi um grande desafio para mim, mas estou feliz por ter perseverado, porque minha mentalidade mudou e eu fui capaz de perdoá-lo. Houve muitas mudanças internas ao longo dessa jornada de autodescoberta, e hoje, falar sobre o meu passado não me entristece mais. Tenho uma mentalidade forte. Tenho paz, visão para o meu futuro e uma confiança que eu não tinha antes, e acredito que não conseguiria alcançar tudo isso sem Deus. Aquelas histórias que eu achava boas demais para ser verdade eram realmente reais, pois hoje eu sou protagonista de uma delas.”

Monica Da Silva

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