21
Feb
2020

O fariseu e o coletor de impostos

Como seres humanos, temos a tendência de nos guiarmos por aquilo que vemos. Quantas vezes, ao observarmos o comportamento de alguém que conhecíamos, acreditamos que o mesmo era um bom cristão, temente a Deus e diligente em seguir a Sua Palavra, mas ao mesmo tempo, algo em sua vida parecia estar fora do lugar? Apesar de ter feito “tudo direito”, aparentemente, sua vida estava estagnada e não tinha expressão. Um dia, Jesus disse algo a um grupo de homens que aparentemente eram tementes a Deus. Suas palavras podem esclarecer o porquê de, às vezes, Ele não responder as orações de algumas pessoas.

“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lucas 18.9-14)

Os fariseus eram homens que conheciam e ensinavam a lei de Moisés e tinham uma posição de prestígio na sociedade. Eles personificavam a tradição judaica e tinham a liberdade de expressá-la, mesmo em um período em que viviam em uma região dominada pelos romanos. O cobrador de impostos era um homem judeu que trabalhava para os romanos. Essa profissão tinha uma má reputação entre os judeus, pois a maioria dos cobradores de impostos eram desonestos, corruptos e simbolizavam a exploração romana sobre o povo judeu. Aos olhos do povo, um fariseu era obediente a Deus e justo em tudo o que fazia. Já o outro homem – o coletor de impostos – era considerado um ladrão e um traidor, pois cobrava impostos altos e os repassava aos romanos.

Através deste ensinamento, vemos que o primeiro homem, que supostamente estava fazendo tudo certo diante da lei, não foi aprovado por Jesus. Sua religiosidade e suas tradições não revelavam sua verdadeira natureza, porque seu pecado não era evidente. Por seguir a lei, ele se considerava melhor do que o outro, e foi aí que seu pecado foi descoberto – o ORGULHO, que é um dos pecados mais podres. Ele achava que suas ações justificariam seu comportamento diante de Deus. Ele era falho, mas começou a exaltar suas realizações como se Deus tivesse que reconhecê-lo por elas quando, na realidade, nós é que temos que ser humildes e reconhecer a soberania de Deus sobre nós. Nenhuma de nossas obras pode nos tornar dignos diante dEle.

Precisamos constantemente lembrar que Jesus não olha para nossa aparência externa, mas se importa com o que temos dentro de nós. Ser justo é nossa obrigação perante o homem, mas principalmente diante de Deus. Não é algo para nos gabarmos – muito pelo contrário. Ser justo é ser humilde.

É por isso que devemos ter cuidado ao recebermos ou darmos elogios. O orgulho pode fazer uma pessoa cair, porém, a humildade pode levar uma pessoa a conhecer a Deus. Então, que a Glória de todas as coisas que fazemos seja dada somente a Deus.

“…diante da honra vai a humildade.” (Provérbios 18.12)

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